26 de set. de 2008

Bússola e GPS

Eu já ganhei muitos presentes, mas para esse meu próximo aniversário estou solicitando aos meus nobres conhecidos, uma bússola, ou um GPS (se tiver mais verba), ajudaria muito já que sou incapaz de localizar-me geograficamente; Calma, eu sei que to em São Paulo, estado do Brasil, país da America do Sul, continente da Terra, planeta do Sistema Solar. O meu problema é com bairros, lugares, ruas, essas denominações que te localizam em sua região, veja você nobre leitor, que, apenas outro dia, fiquei sabendo o nome certo do meu bairro, jurava que se chamava Mascaranhas, até um desconhecido me ensinar que o correto é Mascarenhas; Paciência, sinal que burro velho também aprende. Agora não me pergunte os nomes das ruas, não sei, algumas ainda identifico por número, na maioria nem por isso, sou mesmo uma negação, fico pensando como seria trabalhar de Office-boy, ou até mesmo de motoboy, nessa cidade cheia de nomes e lugares estranhos. Recentemente fui à casa de uma amiga ali no bairro de Guaianazes, fiquei quase 1 hora perdido procurando a rua certa de sua casa, e você pergunta, porque não liguei para ela pedindo ajuda? Não fiz, por questão de honra, já havia ido a sua casa umas cinco vezes, não era possível que estava perdido, enfim, não só estava como só achei sua rua depois que já tinha desistido e estava indo embora. Mas já deixo claro que não sou assim porque quero, é uma herança de família, minha mãe é a rainha de perde-se, toda vez que ela inventa em cortar caminho, pronto, prepare-se para uma aventura sem volta. Certa vez ela com seus famosos cortes de caminho, deixou a nós em algum lugar entre Utinga e Santo André, atrasados para aula, viu? Está no DNA, não sou assim porque quero, simplesmente sou. Mas parece também que a sorte não ajuda quando você está perdido, a primeira vez que fui a São Caetano, não sabia como fazer para voltar para casa, estava ali, na Avenida Goiás, e a todos que eu perguntava qual ônibus pegava para ir a São Paulo, ninguém sabia me informar, ninguém, e olha que eu perguntei para umas dez pessoas. Hoje quando volto lá, vejo que tem uns 30 ônibus diferentes que vai para São Paulo, só não me pergunte, como eu não percebi aquele dia, juro por Deus que não percebi, sei que você duvida, mas não vi mesmo. Talvez a mais celebre de todas as estupidezas geográficas que comedi na vida, fica o caso da Avenida Brigadeiro; Tinha uma entrevista marcada e lá fui arrumado e confiante, chegando à Brigadeiro Luís Antonio, famosa pela prova da São Silvestre, nada de eu achar o bendito número do prédio, andei quarteirões para baixo e para cima, nada, até que, revoltado liguei para casa e pedi para minha mãe acessar o site da empresa e confirmar o número, para caso eu o tivesse anotado errado, foi quando veio o balde de água fria, a entrevista era na Avenida Brigadeiro Faria Lima e não na Brigadeiro Luís Antonio, ainda tive coragem de ir para entrevista. O único contratempo foi que, minha mãe ligou para o lugar e explicou que chegaria um pouco atrasado, contanto a verdade, que eu confundira as Brigadeiros, quando cheguei lá, não pude deixar de notar que da recepção, até a entrevistadora me olhavam com deboche.
Enfim, nesse aniversário eu aceito bússolas, ou GPS. Abraços

12 de set. de 2008

Entrevistas


Acredita que eu dei aula de Marketing pessoal? Logo eu que não passei em nem 1% das entrevistas para emprego que já fiz, fico pensando às vezes se meus alunos tiveram mais sorte do que eu. Juro que ensinei certinho, mas a verdade é que sempre tive pavor de entrevista, sei lá, na hora sempre travo e até esqueço meu nome, quanto mais minhas qualificações. Também na entrevista te fazem cada pergunta, uma das que eu mais tenho bronca é, qual seu defeito? Óbvio que eu não tenho, pelo menos eu acho, mas quem disse que eles acreditam. O pior é que há vagas de emprego, mais difícil de conquistar do que a copa do mundo, assim que você chega é logo avisado que o tal do processo seletivo será cinco fases. Fico me perguntando, se numa dessas fases eu possa também conseguir o índice olímpico, mas aí já não sei, o que sei é que nessas nunca nem passei da primeira fase, e para falar a verdade nem sei o porquê, se fiz algo errado, ou só porque não tenho defeitos? Sem falar, que a maioria nem te avisa o motivo da eliminação, e quando te avisam é através de um email com a seguinte frase “você não faz parte do nosso perfil”. Já recebi vários desses, se a empresa deles tem defeitos realmente não quero fazer parte. Um dia mesmo, estava com tanta raiva que respondi de volta o e-mail, assim “Pensando bem, sua empresa também não faz parte do meu perfil, que bom que percebi a tempo”. Essa empresa era a Coog, conceituada fabricante de calçados de pneu. A moça do RH nunca me respondeu de volta, acho que agora nunca mais conseguirei algo lá. Em outra entrevista, fui eliminado num teste de fazer riscos no papel, acredita? Fiquei intrigado por saber que tem gente que risca melhor que eu, afinal, que critério foi usado? Em outra, numa dinâmica em grupo, ao se apresentar um rapaz relatou sua breve experiência profissional, eu ouvindo aquilo já tinha certeza que ele até poderia ser contrato para ser o presidente da empresa, quase me levantei e bati palmas para ele, e em seguida sairia da dinâmica, por motivos de concorrência desleal. Mas também já estive do outro lado, certa empresa que trabalhava, fui convocado a selecionar um rapaz para fazer panfletagem, então procurei pela vizinhança, até que encontrei um moleque franzino dos seus 14 anos e o chamei para panfletar. No dia seguinte ele estava no horário combinado, pronto para iniciar seu trabalho, quando o dono da empresa encostou, chamou, eu e o garoto para sua sala, ele queria entrevista-lo, não entendi, mas levei o garoto para sua sala. O dono então perguntou para o garoto se ele tinha experiências anteriores, pediu que ele encenasse como se colocava panfleto no portão. Eu olhava sem crer no pedido, e o garoto sem entender olhava para mim, querendo saber se o que o dono pedia era para valer, eu com a cabeça consentia que sim, então o garoto encenava, uma coisa linda de se ver, se ele não fosse aprovado para fazer panfletagem, ele poderia seguir carreira como ator. O auge dessa entrevista foi quando o dono perguntou para o garoto qual era o seu plano de carreira. Fiquei torcendo para ele não responder jogador de futebol. Assim que saímos da sala eu olhei para o garoto, que ainda estava com cara de susto e disse, “não vai jogar essa merda no bueiro, senão sua carreira vai para o lixo” e ele saiu rindo, mais tranqüilo.

Quem sou eu

Publicitário, que ama o Corinthians, é viciado em café, ama ouvir Red Hot Chili Peppers, mas no fundo é Indie mesmo. Libriano, filho da Neusa e do José, que acredita que seu número da sorte é o 3, prefere a cor laranja e que escreve coisas que vive, ouve ou vê!!!